quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Despedida

Eu sei, está se aproximando o dia que você irá partir, eu também sei que estou sofrendo por antecedência, e eu vou ficar aqui esperando você voltar, ou talvez você não volte. Como todas as outras pessoas que foram, prometeram que voltariam e, até hoje não voltaram, bom... pelo menos as outras pessoas que partiram, prometeram, e você? Acredito que dará graças a Deus por se livrar de mim. Você recomeçará sua vida, em outro lugar, bem longe daqui, eu continuarei aqui, no mesmo lugar, esperando você. Eu queria despedir-me de você, mas eu nunca soube aceitar despedidas. Enquanto estiver longe de ti, não deixarei de te amar, aonde eu for, você estarás comigo, aqui do lado de dentro - no meu coração. 
(Escrito originalmente no dia 23/10/2012.)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Conto: Promete?

Em uma manhã quente de Sábado, eu estava quase acordando, quando meu celular começou a tocar, eu queria dormir mais, porém, preferi atender.
- Oi, quem é? - Eu estava tão sonolenta que, não vi quem estava me ligando.
- Seu amor.
- Nossa, você? Uma hora dessas?
- Porque essa pergunta? Nós nos amamos, não é mesmo?
- Sim, talvez nós sempre nos amamos. Mas, é estranho você me ligar, principalmente, a essa hora em um dia de Sábado.
- Porque é estranho te ligar?
- Porque nem sempre estamos assim, tão próximos... Você é sempre assim, se aproxima de mim e, se afasta, depois volta como se nada tivesse acontecido e tudo parece ficar bem. Dessa vez estamos sim, juntos, mas já faz tempo que estamos assim, tão próximos, e eu tenho medo que você se afaste, porque eu me sinto bem quando estamos juntos e eu não queria que nós se afastássemos vez em quando, queria estar com você sempre.
- Nossa... - Disse ele, sem expressão, acredito que, por um tempo ele tenha ficado sem palavras.
- O que foi? Eu disse algo demais?
- Não, é que eu nunca tinha parado para pensar nisso...
- Promete?
- O que?
- Prometa que dessa vez vai ser diferente... - Eu disse, quase chorando.
- Eu prometo, amor.
- Eu espero que tudo que você não se afaste mais de mim, que seja sempre assim, eu, você, nós, todos os dias, o tempo todo.
- Eu te amo. - Disse ele.
- Eu te amo. - Eu repeti as palavras dele, porque, dizem que quando a pessoa responde "Eu também", não é amor verdadeiro, e eu não queria dizer "Eu amo mais", até porque, a última coisa que eu quero, é ter uma discussão com ele.
- E então, que tal ir ao cinema comigo hoje, pequena? Passarei aí ás 15:00.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Resenha: Água para elefantes

Para falar a verdade, esse título não me chamava atenção mesmo, já tinha visto muitas vezes em livrarias e na internet e não quis comprar, eu pensei que era um livro chato e sem graça, e li em algum lugar que o personagem principal do livro apaixonaria-se por uma elefanta, e eu pensava: "Pelo amor de Deus, onde já se viu, um humano se apaixonar por um animal?!". Porém, me enganei com todos esses pensamentos, é uma história muito linda, e emocionante, é um verdadeiro "espetáculo". 
 Livro escrito por Sara Gruen, e publicado pela editora Arqueiro, porém eu nunca tivesse lido um livro da editora Arqueiro eu gostei, as página são amarelas e tem um cheiro ótimo, que dá muita vontade de cheirar o livro além de ler (sim, eu cheiro livros e eu acho que é um dos melhores cheiros do mundo). Não sei se vocês sabem, mas, tem o filme desse livro, e então a capa é a do filme, eu não gosto quando o livro tem a capa do filme pelo fato do personagem descrito no livro não ter os mesmos aspectos físicos dos atores do filme (no livro diz que a mulher pelo qual o personagem principal se apaixona é ruiva, quando, na verdade, a atriz do filme e que está na capa do livro, é loira). A única coisa que eu não gostei do livro foi o fato dos capítulos serem muito grandes, e eu não gosto de ficar na metade do capítulo, gosto de ler por capítulos, mas isso não impediu da história ser linda. 
  Água para elefantes conta a história de Jacob Jankowski, um idoso que vive em uma casa de repouso desde que sua esposa faleceu, onde convive com senhoras simpáticas, enfermeiras e suas memórias da juventude, porém ele nunca havia contado sobre sua juventude em que trabalhou em um circo de muito sucesso. Até agora. Aos 23 anos de idade, Jacob é um estudante de veterinária em um ótima universidade, mas seu destino muda quando ele descobre que seus pais faleceram em um terrível acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem destino, ele deixa a faculdade antes de fazer as provas finais e acaba saltando em um trem em movimento - o Esquadrão voador do circo dos Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Com o cargo de cuidar dos animais, Jacob sofre na mão de tio Al (dono do circo) e de August. É nas lonas do circo dos Irmãos Benizi que Jacob se apaixona perdidamente duas vezes: primeiro por Marlena, uma moça encantadora do números dos cavalos e também, casada com August, e em segundo por Rosie, uma elefanta.
Obs: Espero que eu tenha melhorado, afinal, é a minha segunda resenha.