terça-feira, 31 de julho de 2012

Sentimento ridículo

Cada dia fica mais difícil continuar alimentando este sentimento. Quero matar essa vontade de você, essa saudade, quero tirar esse sentimento do meu peito, mas não consigo, não está fácil tentar te esquecer. Acordo pensando em você, te vejo até onde você não está presente, quero você, mas você sempre me ignora, você sempre tem algo melhor pra fazer, você sempre tem uma garota melhor para abraçar, eu nunca sou boa o suficiente para você. Não está sendo nada fácil ver você com ela em todos os lugares, eu odeio o fato dela ser tão feia e sem graça e você nunca percebe. Eu duvido que ela te ame como eu. Duvido que ela acorde pensando em você, duvido que ela sonha com um futuro ao teu lado. Acorde, você pra ela é apenas um passatempo. E sabe o que você significa para mim? Tudo. Ela fica meses longe de você e não sente saudade, é apenas falsidade, mas, se eu fico algum dia sem te ver, parecem anos, conto o relógio para te ver, mesmo sabendo que você não me ama, que você prefere ela, que você me odeia, que você me acha estranha, apesar de tudo, eu te amo, eu quero você, para sempre. Duvido que ela saiba mais coisas de você do que eu sei, duvido que ela saiba a data do seu aniversário, duvido que ela saiba o que te faz sorrir. Eu posso não ter o cabelo perfeito que ela tem, nem sou a garota popular do colégio, mas tem uma coisa, que eu garanto, que ela não tem, essa vontade louca de te ter aqui comigo, esse amor tão grande que ás vezes parece transbordar do meu peito. 
(Tá bom, eu sabia que eu iria acabar quebrando a promessa e iria escrever para ele.)

sábado, 28 de julho de 2012

Conto: Alô?

- Alô? 
- Espera, não deligue, por favor. Eu lembro quando você me ligava todos os dias mas, eu não atendia. Lembro de todas as vezes que você chorava por mim e eu não me importava. Lembro de quando você mudava o corte de cabelo por minha causa mas eu te ignorava. Eu ia para as baladas e pegava a loira, a morena, a ruiva, a de cabelo verde, enquanto você no outro dia estava com o olheiras pois passou a noite inteira chorando por mim, mas eu estava pouco me importando, na verdade eu nunca me importei com você. Eu sei o quanto você esperou que eu dissesse clichês do tipo: "eu preciso de você", "não vivo sem você", "eu quero você", sei também que eu nunca disse isso. Demorou, mas finalmente percebi que você é a única que sempre esteve ao meu lado, independente de tudo e de todas. Prometo pra você que a próxima garota que irei amar, é uma parecida com você, só que menor, e ela vai pular em meus braços, me chamar de papai, e dizer que me ama todas as vezes que eu chegar do trabalho. Pela primeira vez, eu acho que, caralho, eu te amo. E eu só queria te dizer isso. 
(Ela sorriu)
- E eu só queria dizer a você que, a fila anda, meu bem. 

sábado, 21 de julho de 2012

Conto: Sobre a luz do luar

Ela não queria, mas acabou acontecendo. O simples jeito dele a conquistou e quando percebeu já estava entregue aos braços dele. Quando ela o viu, ficou nervosa, gelou, então ele a convidou para sair, mesmo envergonhada, ela foi. Ela estava nervosa, ele olhava nos olhos dela mas, ela disfarçava, as pessoas que estavam ao redor deles, sumiram diante do olhar. Depois de andarem por alguns minutos, eis que chegaram em uma rua que, diferente das outras, parecia ser (per)feita para os dois, apenas a luz do luar para iluminá-los, finalmente ele abraçou ela e olho no olhos, e um lindo beijo de amor aconteceu, naquele momento, o tempo parou e o que ela mais queria é que aquele momento se eternizasse. Ele, ela, a luz do luar, para sempre.