domingo, 2 de outubro de 2011

Devaneios do quarto escuro


Queria escrever para ti, a carta mais extensa, preenchida com as mais lindas palavras que meus dedos cansados consigam fazer. Mas aqui, neste quarto escuro, fico observando esse papel (quase) em branco, tenho certeza que por mais que eu tente, não conseguirei escrever tão intensamente quanto o que eu sinto por você.
Agora pela janela, observo as luzes na cidade, fico pensando em você, pensando onde você possa estar agora, se você está dormindo, se você está pensando em mim, se algum dia você já ficou acordado pensando em mim, que boba eu, acredito que nem da minha existência você saiba. De volta aos meus devaneios no meu quarto escuro, sinto a brisa que vem da janela brincar com os fios dos meus cabelos, transportando-me a mais uma lembrança.
Olho pela janela, e vejo como a lua está linda, pergunto para a lua porque você não pode estar comigo agora, fazendo carinho em meus cabelos, falando no meu ouvido bem baixinho as mais lindas frases de amor, perguntando porque esse meu amor não é respondido, perguntando perguntas sem respostas, perguntas que ninguém pode me responder, só você, meu pequeno.
Pensando que havia escrito uma das minhas cartas mais lindas de amor, percebo que o vocabulário está simples demais, porém, é na simplicidade que está as coisas mais lindas.
Assim, meu pequeno, acabo esta carta, não dizendo que sinto vontade você - algo que estou cansada de sentir. Querer você só para mim, é tão involuntário quanto respirar, sentir fome, sono e sede. Digo a ti, um até logo, porque tenho certeza que mais cartas escreverei.

Com todo o meu amor, Seu Amor.

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