sábado, 2 de julho de 2011

Primeiro e Único Amor


Quando eu era adolescente, eu tinha trauma de amar, e brigava com todos quando o assunto era casamento, sabe porque? Porque eu descobri o amor cedo demais, e isso, me machucou muito.Meu sonho era me formar na faculdade desejada, Psicologia, talvez... e ter uma apartamento só meu, ser independente, sair e chegar a hora que quiser, ficar de sutiã o dia inteiro em casa sem se preocupar com quem estivesse vendo, almoçar as cinco da tarde, ter minhas frigideiras coloridas, ter meu carro, enfim, a tão sonhada independência.
Vivia desanimada da vida, e só amei uma vez, e julgava que amor era tosco, que era isso, que era aquilo, e não sei mais o que. E eu consegui a minha tão sonhada independência e tudo que eu nem sonhava, mas, eu me sentia como se, alguma coisa estivesse faltando... Mas, faltando o que? E um dia eu estava assistindo meu filme favorito, e tocaram a campainha, e eu dei pause no meu filme, e fui atender, e então descobri o que era o que faltava para minha felicidade ficar completa, sabe o que? O Amor.
E então, quando eu abri a porta do meu apartamento, era ele, o meu único e primeiro amor, mais lindo do que nunca, e segurava uma buquê de flores, e eu aos 30 anos da minha vida, nunca havia recebido flores, e então ele me abraçou e me pediu em namoro, e se eu aceitei? Claro que eu aceitei, eu ainda o amava, bem lá no fundo sabe? A partir daquele dia eu aprendi que ninguém é feliz sozinho, e o Amor é a base de tudo.
Hoje, nós dois moramos juntos, pois é, nós nos casamos, estamos juntos a 2 anos, e ele é o cara mais lindo do mundo, é o verdadeiro príncipe encantado da Walt Disney, e só com ele, sou completamente feliz, nós tomamos café ás cinco da tarde, discordamos todos os dias com a cor das paredes da nossa casa, não arrumamos a cama diariamente, nossa geladeira é repleta de coca-cola, nós adiamos o despertador umas 30 vezes, sentamos no sofá de pantufas, assistimos meu filme favorito todos o dias, e quando a música dos créditos finais do filme toca, ele me beija, e ele pega ao sono com as mãos nos meus cabelos, e eu ouvindo a sua respiração. Eu rio sem motivo, ele pergunta o porque, eu não respondo, mas nós sabemos o porque.

( Conto fictício, quem me dera que fosse real, não é?)

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