quarta-feira, 27 de julho de 2011

Melhor que chocolate


Depois de uma noite mal dormida, como todas as outras, eu tomo um banho, bem tomado, me seguro, e nenhuma lágrima mais consegue descer, já deveriam estar secas desde a noite passada. Visto meu uniforme, calço o primeiro tênis que vejo na minha frente, não sinto vontade de comer nada, pego minha mochila, saio de casa, pensando em encontrar por aí alguém que me fizesse arrancar um sorriso, mas no estado em que me encontrava, seria quase impossível alguém me fazer sorrir. E quando eu vou dobrando a calçada, viajando em meus pensamentos, escuto uma voz, familiar, dizendo:
- Sente minha falta, pequena? - Era a voz dele, me chamando do apelido que ele havia me dado, mas sem o "minha".
- Sinto sim, meu menino, mas parece que você não sente o mesmo.
- E você acha, pequena, que você é única que já amou nessa história?
- Então, meu menino, você está dizendo que "amou", então é pretérito, não é?
- Pequena, até hoje nunca achei um cheiro igual ao seu, e em milhares de braços procurei seu abraço, mas não encontrei, e até hoje, nunca consegui sentir a mesma coisa que senti quando te beijei. O que isso significa para você, que eu não te amo, pequena?
- E o que exatamente você sentia quando me beijava?
- Foi como chutar a bola para o gol, faltando dois segundos para o fim do jogo, era misterioso, intrigante e nervoso ao mesmo tempo. E, contigo, pequena?
- Sabe quando você come o melhor chocolate do mundo e vem aquela sensação de prazer e alegria? Foi o que eu senti quando você me beijou.
- Me perdoa, pequena?
- Te perdoar?
- É pequena, por eu ter te deixado.
- Meu coração bobo, te perdoa, ela ainda pulsa mais forte por você.
- Eu te amo, minha pequena.
- Eu também te amo, meu menino.
E então ele me beijou, de uma maneira que nunca havia me beijado antes, muito melhor do que comer o melhor chocolate do mundo. E foi ele quem conseguiu me fazer rir, não só por alguns segundos, e sim por longos anos...

( Como dá para perceber, é apenas um conto, isso é quase impossível de acontecer comigo um dia. Mas é bem melhor sonhar, do que enfrentar a realidade.)

sábado, 23 de julho de 2011

Sua Menina


Mais uma vez, você me decepcionou. Quantas vezes você me decepcionou e me humilhou? É, você não se lembra, nem eu, sabe porque? Porque eu perdi as contas, mas tenha certeza de que eu me lembro de cada uma delas e a última foi a que mais me decepcionou, e tenha certeza que essa é a última. Não sou mais sua menina, me recuso a ser, e nem você é mais meu menino, você fez questão de que esse título seja entregue a qualquer um.
E pelo visto você não se recorda mais dos lindos momentos que passamos juntos, não é mesmo? Você fez questão de apagá-los da sua memória. Não se lembra mais da sua menina, não se lembra do quando eu gostava de desenhar com você, de brincar com você, tudo com você ficava melhor. Nós dois poderíamos estar assim até hoje, mas você fez a questão de não ser mais meu menino, nem eu mais ser a sua menina.
Eu não falava que te amava todos os dias, nem em todo momento, mas, você sabia que eu te amava como mais ninguém, e eu sabia que você me amava. Mas... será que você me amava mesmo? Será que tudo o que vivemos foi pura falsidade? Se fosse por mim, estaríamos juntos até hoje, e até o fim, mas não posso fazer nada se foi você que quis assim. Eu te dei todas a chances que você merecia, e as que não merecia, também, mas você as jogou todas fora.
Derramei todas as lágrimas possíveis, por sua causa. E ontem, na nossa despedida você se mostrou tão insensível, e isso me machucou, e eu segurei a minha sensibilidade, para não chorar, nem que quando eu chegasse em casa, eu desabasse, por sua causa, mas, eu decidi que por você nenhuma lágrima a mais derramo. Lamento, mas esse é o nosso fim, foi você que quis assim, fiz o possível e o impossível para ficarmos juntos, fiz de tudo para continuar sendo tua menina, você não sabe o quanto me dói dizer isso, mas... A-C-A-B-O-U!

( Vocês não sabem o peso que tirei de dentro de mim escrevendo esse texto, se você leu até aqui, obrigada, tenham um ótimo fim de semana, abraços.)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nossas Impossibilidades


Vivo de um amor não possível, de abraços não possíveis, de beijos não possíveis. Vivo somente de poder te tocar, em meus sonhos, e no meu mais profundo, sentir o seu calor, de sentir a sua mão sobre a minha, vivo dessas minhas viagens irreais, ao meu mundo, o qual você já faz parte, lá você é tão amável comigo, com toda a beleza desse meu sentimento.
Eu vivo de você, desse amor, de coisas impossíveis, de contar estrelas à tua companhia; e tudo isso, porque você chegou tarde demais em minha vida, e agora já não consigo mais fazer com que você saia dela.

domingo, 10 de julho de 2011

No frio da madrugada


Você se foi naquela madrugada fria, eu estava do mesmo jeito que você havia me deixado, meu corpo doía, o meu coração também, era tão ruim ficar sem você, aqui do meu lado, e o seu cheiro ainda permanecia em meu travesseiro, que já estava molhado das minhas lágrimas. Volta meu amor, volta para mim, não consigo dormir, eu preciso de você, preciso ouvir sua respiração para dormir, e você, não precisa mais dormir mexendo nos meus cabelos? Era assim que nós pegávamos no sono, você se recorda?
Eu fico aqui, esperando meu celular tocar, quero ouvir a sua voz, ou quem saiba um sms teu, e fico aqui pensando, para onde será que você foi? Porque que você foi? E então o despertador toca, hora de ir ao trabalho, eu levanto da cama, tomo um banho demorado, e resolvo chorar mais um pouco debaixo do chuveiro, pego um jeans, uma camiseta, um casaco e um all star, eu não estava com cabeça para vestir algum look mais bolado, me olho no espelho, não sinto vontade de deixa meus cabelos soltos, eu os prendo, e tento disfarças minhas olheiras com bastante corretivo.
Chego no trabalho, me sinto invisível, vou para minha mesa, ligo o computador, e checo todas as minhas redes sociais, é, pelo visto, nenhum recado seu, a sua última foto foi a que tiramos juntos ontem a noite na pizzaria,um pouco antes da madruga fria em que você se foi. A hora de almoço chega, eu volto para casa, eu não sinto fome, então decido me suicidar, não aguentaria mais um segundo viver sem você, foi quando eu joguei a minha bolsa no sofá, e fui, até a cozinha, peguei uma faca, e fui em direção ao banheiro, quando de repente, o celular toca.
Não iria atender, mas uma coisa pulsou dentro de mim, dizia que era você, então eu corri para atender, e era você, chorando, me pedindo perdão, dizendo que me amava, e, eu sentia a profundidade, e que era, verdadeiro, diferente de algumas vezes, que alguns menino fizeram comigo na minha adolescência. Eu o perdoei, larguei a faca, se passaram alguns minutos, e você chegou, e essa noite eu já não ficaria mais sozinha no frio da madrugada.

( Mais um conto, é que minha vida está uma bosta demais para se transformar em um texto, e esse conto foi baseado em um que eu escrevi há alguns meses atrás, eu já o postei aqui. Boa Semana para todos vocês.)

sábado, 2 de julho de 2011

Primeiro e Único Amor


Quando eu era adolescente, eu tinha trauma de amar, e brigava com todos quando o assunto era casamento, sabe porque? Porque eu descobri o amor cedo demais, e isso, me machucou muito.Meu sonho era me formar na faculdade desejada, Psicologia, talvez... e ter uma apartamento só meu, ser independente, sair e chegar a hora que quiser, ficar de sutiã o dia inteiro em casa sem se preocupar com quem estivesse vendo, almoçar as cinco da tarde, ter minhas frigideiras coloridas, ter meu carro, enfim, a tão sonhada independência.
Vivia desanimada da vida, e só amei uma vez, e julgava que amor era tosco, que era isso, que era aquilo, e não sei mais o que. E eu consegui a minha tão sonhada independência e tudo que eu nem sonhava, mas, eu me sentia como se, alguma coisa estivesse faltando... Mas, faltando o que? E um dia eu estava assistindo meu filme favorito, e tocaram a campainha, e eu dei pause no meu filme, e fui atender, e então descobri o que era o que faltava para minha felicidade ficar completa, sabe o que? O Amor.
E então, quando eu abri a porta do meu apartamento, era ele, o meu único e primeiro amor, mais lindo do que nunca, e segurava uma buquê de flores, e eu aos 30 anos da minha vida, nunca havia recebido flores, e então ele me abraçou e me pediu em namoro, e se eu aceitei? Claro que eu aceitei, eu ainda o amava, bem lá no fundo sabe? A partir daquele dia eu aprendi que ninguém é feliz sozinho, e o Amor é a base de tudo.
Hoje, nós dois moramos juntos, pois é, nós nos casamos, estamos juntos a 2 anos, e ele é o cara mais lindo do mundo, é o verdadeiro príncipe encantado da Walt Disney, e só com ele, sou completamente feliz, nós tomamos café ás cinco da tarde, discordamos todos os dias com a cor das paredes da nossa casa, não arrumamos a cama diariamente, nossa geladeira é repleta de coca-cola, nós adiamos o despertador umas 30 vezes, sentamos no sofá de pantufas, assistimos meu filme favorito todos o dias, e quando a música dos créditos finais do filme toca, ele me beija, e ele pega ao sono com as mãos nos meus cabelos, e eu ouvindo a sua respiração. Eu rio sem motivo, ele pergunta o porque, eu não respondo, mas nós sabemos o porque.

( Conto fictício, quem me dera que fosse real, não é?)